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Senhor Presidente da Assembleia Nacional,

Senhores Deputados,

Minhas senhoras e meus senhores,


Quisemos todos, não tenho dúvidas, durante o ano findo, dar o melhor de nós próprios, enquanto estratégia para enfrentar os efeitos da crise que afecta não só a nossa economia como as economias de quase todos os países nossos parceiros e tem provocado dificuldades a boa parte dos cabo-verdianos, residentes e da diáspora. E teremos de continuar a dar o nosso melhor para fazer de 2014 um ano em que as coisas que precisam ser feitas possam ser feitas.

 

O desafio é claro: incremento da produção e da produtividade; melhoria do sistema de arrecadação de receitas; contenção das despesas; enfim criação da riqueza, supressão de gastos supérfluos e afinação de mecanismos de redistribuição do rendimento.

 

E todos nós somos interpelados a fazer com que o ano de 2014 seja um bom ano, ou pelo menos, um ano de importantes realizações, capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cabo-verdianos.

 

À casa parlamentar estará reservado um papel crucial, qual seja o de velar para que a produção legislativa e a acção de fiscalização política não percam de vista a necessidade de justiça e equidade na redistribuição da renda, garantindo que se tenha sempre em linha de conta os sãos princípios de solidariedade social.

 

Ouso pensar que num cenário de grande complexidade como este em que nos encontramos inseridos, que não parece ter termo imediato, e que exige uma decisiva congregação de esforços, o Parlamento poderá, atrever-me-ia a dizer, deverá, ter um papel central na busca de caminhos que possam auxiliar a encontrar as soluções mais adequadas.

 

Os Deputados da Nação, conhecedores do sofrimento e dos fundos anseios da nossa gente, bem como todos os que têm a sua legitimidade alicerçada no voto popular, devem tudo fazer para que os consensos desejáveis, necessários, inevitáveis - diria -, sejam construídos com a desejada celeridade.

 

Aliás, muito recentemente, os nobres Deputados deram prova de grande capacidade colocando ao serviço das pessoas e do país um importante instrumento da nossa democracia, o Provedor de Justiça. Não duvido que esta capacidade será também utilizada para a resolução de outras situações, como as relacionadas com o Tribunal Constitucional, a Alta Autoridade para a Comunicação Social, o Conselho Económico Social e Ambiental e o funcionamento da Comissão Nacional de Eleições. 

 

Senhor Presidente da Assembleia Nacional,

Senhores Deputados,

2014 será, em certa medida, também o que conseguirmos fazer dele. Nenhum ano, nenhum período, tem uma forma intrínseca de nos abordar. Cada novo ano é uma oportunidade para virar a página da história e, com argumentos renovados, escrevermos todo um novo capítulo. E o ano que vai começar não pode ser diferente. A responsabilidade está do nosso lado. Ou a assumimos por inteiro e adoptamos os comportamentos consentâneos, - e fica claro que possíveis sucessos resultaram dessa assumpção e eventuais fracassos não dependeram dela -, ou abdicamos das nossas responsabilidades.

 

Por isso, não existe alternativa que não seja trabalhar para fazer com que coisas boas aconteçam, para que 2014 seja um bom ano. Espero, por isso mesmo, que os lídimos representantes da Nação dêem o melhor de si para fazer com que 2014 seja um ano bem positivo, apesar das dificuldades de que somos conhecedores.

 

Desejo, também, que os trabalhos ligados à reforma do Parlamento atinjam um bom ritmo neste novo ano e que as soluções encontradas contribuam, de forma definitiva, para a consolidação da Assembleia Nacional como importante órgão de soberania da nossa República Constitucional.

 

Asseguro, na qualidade de Chefe de Estado, que a excelente colaboração institucional com a Assembleia Nacional será mantida ou mesmo reforçada, disposição que naturalmente se estende a todos os demais órgão de poder do Estado.

Senhores Deputados,

 

Neste ano de 2014 vai ser preciso continuarmos a sonhar. Mas sonhar não chega. Importará dar passos seguros no sentido da realização dos nossos sonhos. E aos senhores Deputados incumbirá, para além da realização de sonhos individuais, contribuir para a realização do sonho colectivo.

 

Tenho plena consciência das divergências que existem na esfera política em Cabo Verde. Não pretendo sugerir que as forças políticas ponham de lado as suas diferenças fundamentais, pois tal seria o mesmo que pedir o fim do regime de democracia, que é o nosso.

 

Mas conto que 2014 será um ano em que os senhores Deputados, de modo talvez mais marcado e abnegado, farão profissão do seu engajamento, da sua disponibilidade, da sua vontade de contribuir para que se realize a Constituição, principalmente nas matérias que exigem uma maior acordo entre vós. As pessoas esperam isso.

 

Confio plenamente nos cabo-verdianos que as pessoas escolheram para representá-las e decidir em seu nome e desejo que 2014 seja o ano em que todos os vossos sonhos, pessoais e profissionais, se realizem. Votos que, senhor Presidente, senhores Deputados, são extensivos às vossas excelentíssimas famílias.
FELIZ ANO NOVO.

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publicado às 16:42