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A Democracia constrói-se com mulheres e homens que, no seu dia-a-dia, com esforço e trabalho, nas diversas áreas de actividade, procuram tornar a vida de todos e de cada um mais organizada, mais segura e mais aprazível.

 

É essa actividade permanente que faz com que a Democracia seja cada vez mais a concretização, no quotidiano, dos princípios segundo os quais a pessoa é a referência maior do nosso ordenamento socio-político.  

 

Se bem que o sistema democrático exige a participação consciente de todos os cidadãos, não podemos negar que a alguns, pela natureza das suas funções ou da pertença a determinadas instituições, é exigido muito mais do que ao cidadão comum.

 

De entre eles destacam-se os que têm a nobre missão de zelar pela nossa segurança e pela segurança das nossas famílias e dos nossos bens, como as mulheres e homens que integram a Polícia Nacional, instituição que hoje celebra mais um aniversário.

 

Gente que, como qualquer um de nós, tem de assegurar o sustento da sua família, encarar as dificuldades da vida que todos enfrentam e, simultaneamente, por vezes com o risco da própria vida, garantir a nossa segurança, complemento indispensável do exercício das liberdades.

No dia de hoje, a essas pessoas garbosamente fardadas, rendo uma justa homenagem, pois a nossa a segurança é um bem de primeira necessidade e a sua preservação e promoção a cada dia tornam-se mais complexas e desafiantes.

 

Temos consciência de, que nem sempre, as condições em que a Polícia Nacional trabalha são as melhores, o que torna o exercício da profissão mais difícil e, por isso, o esforço consentido mais valorizado pelo Chefe de Estado.

 

Sabemos que, nos tempos actuais, os integrantes da corporação policial necessitam de uma preparação permanente e cuidada. O exercício dessa nobre profissão reclama uma capacitação técnica e humana cada vez mais exigente, razão pela qual exortamos todos os seus integrantes a cuidar da sua preparação e os responsáveis a criar as condições necessárias para tal e a garantir os meios adequados a uma intervenção de qualidade. Insistimos em como este é um investimento seguro.

 

Como referimos, o exercício das liberdades só é possível se a segurança das pessoas e bens estiver garantida. Por isso, para além da indispensável capacitação técnica dos integrantes da Polícia Nacional, as relações com as pessoas são, logo, determinantes.

Não é possível conjugar, de forma adequada, a segurança com as liberdades, se não existir uma relação saudável entre os agentes de autoridade e o cidadão comum.

 

Assim, as pessoas têm de considerar a Polícia Nacional como um parceiro fundamental e esta, igualmente, deve investir nessa perspectiva. Por isso, o policiamento de proximidade deve ser aprofundado, ao mesmo tempo que algumas práticas, felizmente residuais, de uso desnecessário e abusivo da violência, energicamente combatidas.

Por essa via, as mulheres e os homens que integram a Polícia Nacional continuarão a dar ao nosso sistema democrático uma contribuição de valor inestimável. 

 

 

Jorge Carlos de Almeida Fonseca

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publicado às 15:26